Ele é um dos bateristas mais influentes das últimas décadas, conhecido tanto como um técnico habilidoso quanto um visionário. Jojo Mayer conversa com a SWI swissinfo.ch sobre tecnologia, tradição e o futuro da música.
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Onde a Suíça está no mundo? E para onde está indo? Eu me concentro em desenvolvimentos atuais e possíveis desenvolvimentos futuros.
Depois de concluir meus estudos (história, direito e estudos europeus), trabalhei na embaixada suíça em Atenas. Tenho experiência jornalística na Suíça e no exterior, em níveis local e nacional, como freelancer e como jornalista integrado em uma redação. Hoje, meu foco são temas internacionais.
Sou um produtor de narrativa visual especializado em produções multimídia longas e serializadas. Eu colaboro com jornalistas para melhorar ferramentas e fluxos de trabalho em todos os idiomas, garantir a conformidade do estilo do conteúdo e liderar a pesquisa e implementação de técnicas visuais inovadoras.
Nasci na Itália e cresci na África. Hoje chamo a Suíça de lar. Estudei direção de cinema na Escola Nacional Italiana de Cinema e trabalhei como editor de documentários e diretor/produtor em Berlim e Viena. Sou especialista na produção multimídia de narrativas envolventes.
“Por que ainda estamos fazendo isso?” Ao longo de sua carreira, Jojo Mayer explorou repetidamente os limites do que é fisicamente possível tocar e se estabeleceu como um dos bateristas mais inovadores de sua geração. Em seu mais recente projeto, ele interage com a tecnologia digital no palco – o resultado é um loop simbiótico ao vivo com homem e máquina que dilui os limites entre causa e efeito.
Nascido na Suíça, Jojo Mayer já era um baterista de jazz internacionalmente ativo quando se mudou para Nova York na década de 1990. Lá, ele ficou famoso com sua banda, NerveLink externo, que tocava música eletrônica com instrumentos predominantemente convencionais. A Nerve era conhecida pelo que a banda chamava de “engenharia reversa”: uma retransferência do digital para o analógico e uma desconstrução de estilos baseados em ritmos como jungle, house e drum’n’bass, reinterpretados por instrumentistas. A inovação e o espírito pioneiro fizeram com que Jojo Mayer conquistasse uma base de fãs obstinada em todo o mundo e o reconhecimento além do cenário musical.
Desde a pandemia, Jojo Mayer está de volta à sua cidade natal, Zurique. A Covid-19 atingiu fortemente o cenário musical, levando ao cancelamento de shows. No entanto, o hiato de dois anos também deu aos músicos tempo para mergulharem em projetos para os quais não teriam encontrado tempo de outra forma. Foi assim que surgiu sua mais recente iniciativa, “Me/Machine”.
“O núcleo de Me/Machine foi criado por meu encontro com o produtor Brian Eno”, diz Jojo Mayer. “Ele me convidou para colaborar em algumas gravações experimentais. Ele me conectou ao seu sistema generativo, e eu pensei: Isso é realmente fantástico! Se eu tivesse um ano, poderia aprender mais sobre isso. Então veio a pandemia. No final dela, eu tinha algo que era bom o suficiente para criar uma trajetória. Eu pensei: Ok, talvez eu tenha encontrado uma porta pela qual eu poderia passar e descobrir coisas novas.”
Edição:Virginie Mangin/fh (Adaptação: Fernando Hirschy)
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