Ataques cibernéticos preocupam empresas suíça em 2022
Ransomware (um tipo de malware que impede os utilizadores de aceder ao seu sistema ou arquivos pessoais) e outras formas de ataques cibernéticos continuam a ser uma grande ameaça para empresas no país.
Keystone / Rob Engelaar
Riscos cibernéticos, interrupção dos negócios e flutuações de mercado são os principais riscos para as empresas suíças em 2022.
Este conteúdo foi publicado em
3 minutos
Keystone-SDA/ac
English
en
Cyberattacks tops list of Swiss firms’ worries for 2022
original
De acordo com estudo 11º Allianz Risk BarometerLink externo, os ciberataques (posição 1 com 61%) e a interrupção dos negócios (posição 2 com 57%) dominam os riscos que as empresas suíças mais temem em 2022. Mudanças de mercado como a volatilidade dos preços, aumento da concorrência, estagnação dos mercados ou flutuações (25%), seguem em terceiro lugar.
O fato de incidentes cibernéticos ocuparem a primeira posição este ano deve-se principalmente ao aumento do número de ataques através de “ransomware”, programas que se infiltram em redes e raptam arquivos pessoais ou até servidores completos de empresas. “O sequestro digital se tornou um grande negócio para os criminosos”, escreve o relatorio.
A comercialização do crime cibernético facilita a exploração de vulnerabilidades em escala maciça. Os ataques são feitos contra cadeias de fornecimento de tecnologia e infra-estrutura”, avalia Scott Sayce, chefe do setor de avaliação de cybercrimes na seguradora alemã.
A interrupção dos negócios também continua sendo um tema dominante para as empresas. As vulnerabilidades nas cadeias de fornecimento e redes de produção modernas se tornaram um problema premente para a economia global.
“A pandemia expôs a extensão da interconexão nas cadeias de abastecimento modernas e como múltiplos eventos não relacionados podem se unir para criar uma perturbação generalizada”.
Pela primeira vez, a resiliência das cadeias de abastecimento foi testada até o ponto de ruptura em escala global”, disse Philip Beblo, responsável pelo setor de tecnologia, telecomunicação e indústria e mídia na Allianz.
Outros riscos
O risco representado pelas mudanças na legislação, tais como disputas comerciais e tarifárias, protecionismo, “Brexit” ou conflitos internos na União Européia, ficou em 4º lugar (25%). As mudanças climáticas (5º lugar) também estão na mira das empresas.
Surpreendentemente a pandemia de Covid-19 deixou de ser uma das principais preocupações das empresas no ano corrente. Novidades entre os dez primeiros são o risco de falta de habilidades, que ocupa o 7º lugar (12%), bem como preocupações com falhas na infra-estrutura crítica (9º com 11%) e perda de reputação (também 9º com 11%). A pesquisa anual da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) entrevistou 2.650 especialistas em 89 países, incluindo CEOs, gerentes de risco, corretores e especialistas em seguros.
Mais lidos
Mostrar mais
Guide to moving abroad
Emigração e fundos de pensão: como limitar os impostos?
Qual é o impacto das mídia sociais no debate democrático?
As redes sociais moldam o debate democrático, mas até que ponto garantem um espaço realmente livre? Com moderação flexível e algoritmos guiados pelo lucro, o discurso se polariza. Como isso afeta você?
Este conteúdo foi publicado em
O 39º Festival Internacional de Cinema de Friburgo (FIFF) foi encerrado com um novo recorde de público. Ele também coroou um filme chinês como vencedor do Grande Prêmio de 2025: Black Dog.
Este conteúdo foi publicado em
No ano passado, 13.300 cidadãos suíços se mudaram para o exterior, elevando o número total de suíços no exterior para 826.700 (+1,6%). Três quartos têm mais de uma nacionalidade, mostram os novos números.
Ruptura nos relacionamentos ocorre um a dois anos antes da separação
Este conteúdo foi publicado em
Muitas pessoas se perguntam se seu relacionamento será duradouro. Existe um sinal claro de que ele pode acabar em breve, de acordo com uma análise com a participação da Suíça.
Governo suíço rejeita proposta para limitar a população
Este conteúdo foi publicado em
O governo apresentou seus argumentos contra uma proposta do Partido Popular Suíço para limitar a população a 10 milhões de habitantes.
Este conteúdo foi publicado em
A Finlândia continua sendo o país mais feliz do mundo pelo oitavo ano consecutivo. A Suíça está em 13º lugar, enquanto os Estados Unidos têm a classificação mais baixa de sua história.
Ex-executivo do Credit Suisse é multado por caso em Moçambique
Este conteúdo foi publicado em
O Departamento Federal de Finanças da Suíça multou o ex-responsável pela área de risco e conformidade do Credit Suisse em 100.000 francos suíços.
Ex-general americano aconselha Suíça a se preparar para a guerra
Este conteúdo foi publicado em
De acordo com o ex-general dos Estados Unidos Ben Hodges, a retirada das tropas americanas da Europa é apenas uma questão de tempo.
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.
Consulte Mais informação
Mostrar mais
Sentimento de segurança e confiança permanecem altos na Suíça
Este conteúdo foi publicado em
Os suíços conseguiram manter um alto sentimento de segurança e confiança nas instituições públicas apesar das dificuldades da pandemia, diz o relatório "Segurança 2021".
‘Perturbador, chocante, histórico’: mídia suíça reage à invasão do Capitólio
Este conteúdo foi publicado em
No dia seguinte à invasão do Capitólio, os jornais suíços são unânimes que este é um dos dias mais trágicos para a democracia americana.
Países diversos e seus diferentes sistemas de mídia
Este conteúdo foi publicado em
Os eleitores suíços decidem no plebiscito de 4 de março o futuro de sistema público de rádio e televisão. Se o voto for “sim” pelo fim do financiamento via taxação, o panorama da mídia no país vai ser radicalmente alterado. O Estado suíço deve se manter inteiramente fora da política de meios de comunicação. Esta…
Encontros de cúpula entre EUA e Rússia: tensões e resultados mistos
Este conteúdo foi publicado em
Por duas ocasiões, em 1955 e 1985, líderes americanos e soviéticos se encontraram em Genebra para discutir questões entre os dois países. Hoje, os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin retornam às margens do lago Léman para praticar a melhor forma de diálogo: a diplomacia.
Serviços de segurança destacam as principais ameaças à Suíça
Este conteúdo foi publicado em
Pandemias, rivalidades entre potências globais, ciberataques, terror jihadista e violência extremista estão entre as principais ameaças à segurança suíça.
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.