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Embaixador chinês diz que conferência de paz deve incluir Rússia

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Pessoas passam pelo local de um ataque a bomba russo em um prédio residencial em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, em 5 de maio de 2024. KEYSTONE

A China apoia uma conferência de paz sobre a guerra da Ucrânia que contaria com a participação igualitária de todas as partes, disse o embaixador chinês na Rússia, Zhang Hanhui, em uma entrevista à agência de notícias estatal russa RIA, em comentários publicados na terça-feira.

“A China apoia a convocação oportuna de uma conferência internacional de paz, aprovada pelos lados russo e ucraniano, com participação igualitária de todas as partes e discussão justa de todas as opções para a paz”, disse o embaixador, segundo a RIA.

A Suíça sediará conversações durante uma conferência de alto nível de dois dias, em 15 e 16 de junho, com o objetivo de alcançar a paz na Ucrânia, para a qual Moscou não foi convidada. Na segunda-feira, o presidente chinês, Xi Jinping, em uma visita à França, pareceu não se importar com a conferência suíça.

+Suíça sediará conferência de paz para Ucrânia

Moscou disse que não vê sentido nas negociações de paz da Ucrânia na Suíça, enquanto Kiev disse que não vê lugar para a Rússia na cúpula, realizada perto da cidade suíça de Lucerna.

Pequim apresentou um documento de 12 pontos há mais de um ano, que estabelecia princípios gerais para o fim da guerra, mas não entrava em detalhes específicos.

Esse plano teve uma recepção morna na época, tanto na Rússia quanto na Ucrânia, enquanto os Estados Unidos disseram que a China estava se apresentando como pacificadora, mas refletindo a “falsa narrativa” da Rússia e deixando de condenar sua invasão.

O embaixador chinês na Rússia disse à RIA que Pequim está pronta para continuar desempenhando um papel e trazendo “a sabedoria da China” para ajudar a resolver a crise.

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“Para evitar que o conflito se agrave e saia do controle, todas as partes devem fazer esforços comuns para restaurar a paz o mais rápido possível”, disse o diplomata, segundo a Rússia.

Sem vontade de mediar

As declarações à imprensa após a reunião do presidente francês Emmanuel Macron e Xi na segunda-feira reafirmaram suas posições sobre a Ucrânia sem nenhuma aproximação reconhecível. Xi não demonstrou disposição para desempenhar um papel de mediador na guerra da Ucrânia.

Xi garantiu que a China continua comprometida a “não vender armas a Moscou e a controlar estritamente a exportação de produtos de uso duplo”. “Respeitamos os laços históricos entre a China e a Rússia”, disse Macron.

Xi, por sua vez, explicou que a China sempre esteve comprometida com a paz. “Mas nos recusamos a usar essa crise para culpar os outros, prejudicar sua imagem e instigar uma nova Guerra Fria”, acrescentou, sem especificar a qual país estava se referindo.

Pequim se diz a favor da organização de uma conferência de paz “em um momento apropriado” que seja aceita tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, acrescentou Xi.

No início da reunião com Xi, Macron declarou que a coordenação com a China era “absolutamente crucial” com relação às guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou sua “confiança” de que a China usaria sua influência para diminuir a escalada de Moscou, tendo em vista as recentes ameaças nucleares da Rússia.

Desde que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, dezenas de milhares de pessoas foram mortas e milhões foram expulsas de suas casas. Agora em seu terceiro ano, a guerra não tem fim à vista.

Traduzido por Deepl/Fernando Hirschy

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