Nova Genebra, Irlanda
Cidade criada por refugiados protestantes em 1782 após uma revolta popular em Genebra.
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O porto acabou não sendo construído.
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Hoje a principal indústria na região é a pesqueira.
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Berna, 3569 Santa Fé, Argentina
Berna foi fundada em 1889 por Hans Liechti.
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O último trem para Berna partiu em 1992.
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Nomes como Alemann, Habegger e Reutemann são um lembrança dos pioneiros suíços.
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Vilarejos no Volga, Rússia
Lucerna, Solothurn, Basileia, Schaffhausen, Unterwalden, Zug, Zurique e Glarus eram os nomes das aldeias estabelecidas ao longo do Volga entre a cidade industrial de Balakovo e o vilarejo de Marx nos anos 1767/68.
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Entre 1762 e 1775 a região do Volga recebeu mais de 30 mil imigrantes, os chamados alemães do Volga. Dentre eles, mil suíços.
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A República Soviética Socialista dos Alemães Autônomos do Volga foi criada em 1924. Mas em 1941 a população de língua alemã foi deportada para a Ásia central.
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Villa Lugano, 1439 Capital Federal, Argentina
Villa Lugano está localizada ao sul de Buenos Aires. José Ferdinando Francisco Soldati, o fundador, escolheu o nome em homenagem à sua antiga pátria.
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No final da década de 1930 um prédio de 12 andares, conhecido como "Elefante Blanco", deveria tornar-se maior hospital da América Latina. Porém sua construção nunca foi concluída.
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Muitos dos habitantes das chamadas "Villas Miserias" vêm do Paraguai, Bolívia e Peru.
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St. Maurice 42003, Argélia
O vilarejo chamava-se no passado St Maurice. Hoje o nome oficial é Haï Mouaz M'hamed. Em 1851, as autoridades coloniais francesas instalaram no local 27 famílias de imigrantes, principalmente camponeses pobres do cantão do Valais.
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A vida dos camponeses era dura, especialmente devido às condições do solo e do clima.
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Berne, Indiana, EUA
Os construtores da torre de relógio nessa pequena cidade americana se inspiraram no Zytglogge, em Berna. Os imigrantes suíços eram menonitas que escapavam das perseguições religiosas no país de origem.
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Os habitantes de Berne se esforçam para manter as tradições suíças dos seus antepassados.
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Nomes de famílias como Neuenschwander, Habegger, Eicher, Sprunger ou Lehmann ainda são comuns em Berne. Poucos falam ainda o dialeto suíço-alemão.
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A Suíça não é o único lugar no mundo onde existem cidades chamadas Berna, Zurique ou Genebra. Nos séculos passados imigrantes suíços instalaram-se em outros continentes e deram nomes conhecidos às colonizações, que posteriormente se tornaram também localidades.
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A jornalista Petra Koci ficou fascinada ao descobrir quantos lugares existem com referências suíças e decidiu procurá-los. Ela viajou por várias partes do mundo e publicou posteriormente o livro “Atlas Mundial dos Lugares Suíços”.
A história dos lugares “suíços” não poderia ser mais diversa. Alguns deles se transformaram em cidades prósperas, orgulhosas das suas ligações com a Suíça. Já outras perderam suas conexões helvéticas.
Berna, nos EUA, tem até um modelo do Zytglogge, a famosa torre de relógio em Berna, na Suíça.
Duas cidades de língua italiana deram seus nomes a lugares muito diferentes. Villa Lugano é um bairro em Buenos Aires, onde a única lembrança da Suíça é sua estação de trem construída em estilo suíço. Já Locarno Springs é parte de um assentamento rural na Austrália, onde muitos descendentes de famílias ainda vivem como no Ticino suíço.
Na Argélia, uma aldeia chamada St. Maurice mudou completamente o nome. Nela, apenas alguns edifícios sugerem a presença suíça. As aldeias estabelecidas pela Suíça ao longo do Volga também perderam seus nomes – mas mantiveram alguns elementos das suas origens. Basileia é agora Vasilyevka (Vasiliy é o equivalente russo do nome Basil ) e Unterwalden é Podlesnoye – os dois com o mesmo significado, ou seja, “sob a floresta”.
E o mais estranho local foi “Zurique” na Holanda, que não tem nenhuma ligação suíça. O nome é derivado de uma antiga palavra do dialeto que significa “margem sul”.
Fotos: Benno Gut. Autora: Petra Koci. “Atlas Mundial dos Locais Suíços” (Weltatlas der Schweizer Orte). Editora Limmat, 2013.
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